sábado, 20 de março de 2010

Meus 18

E quando ele chega o que se faz? Viver remoendo os anteriores, ou se entregar as responsabilidades que ele te impõe? Percebe-se que até então tudo foi intenso, cheio de transformações. E agora? Parar de viver intensamente? Deixar de se metamorfosear? Viver seguindo um padrão definido tão cedo?
Até o alcançar, o idealiza, o deseja. Mas quando se chega se sente perdido, ou melhor, despreparado para enfrentá-lo. O dia almejado acaba virando um pesadelo; daquele bem grande, com direito a monstros e vilões. Passa-se o tempo questionando e tentando se adaptar a nova posição.
Saber que não é possível alguém responder por você, impressiona, mas também incomoda. Não ter mais como justificar um ato por não obtê-lo é o que se destaca. Talvez tantas dúvidas impeçam que eu o viva, que consiga saborear tudo aquilo que ele pode me proporcionar. Espero sanar o que me faz delirar de angústias por conta dele. Fazer com que seja solucionado esse mal que não permite aproveitar essa época marcada, mais tarde, com tanta nostalgia por quem o viveu. Pois meus caros, a vida é para viver. Transforme-se, não siga padrões, liberte-se. Faça com que, na sua vez, isso se torne prazeroso; faça com que a dúvida se torne parte desse momento.
É, amigos, quem diria que os meus 18 anos seria marcado por tantas incertezas?

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